1.12.09

Cenas de um inverno que ainda não chegou

Ele ainda nem chegou, mas quando eu tenho que sair na rua num frio de 1º, já é bem inverno pra mim. E com o inverno, volta também a minha boca de Bozo, a minha preguiça e a minha vontade de ficar na cama o dia inteiro lendo, comendo Nutella ou sonhando com o calor e com a praia de Ipanema. Como nada disso é possível, eu sou obrigada a sair, enfrentar o frio do mundo lá fora e aturar cada uma...

Sobre o ônibus que nunca passa na hora

Aqui os ônibus têm timetables. Você sabe quando ele deveria sair do ponto final e quando ele deveria passar no seu ponto. "Deveria" é a palavra-chave. Eu sempre saio de casa 5 minutos antes, pra dar tempo de chegar no ponto e pegar o ônibus. Saio de casa, correndo como sempre. Olho em volta e as latas de lixo verde estavam todas na frente de suas respectivas casas. Isso significa que era dia do lixeiro dos recicláveis passar. Finjo que não vi nada e saíos em colocar a lixeira pra fora. Dou dois passos e lá vem o ônibus. Filho da puta. 5 minutos adiantado. Castigo. Volto, coloco as lixeiras pra fora, já que tinha perdido o ônibus mesmo. Saio de casa novamente, dou três passos e lá vem o ônibus de novo. O filho da puta do outro ônibus passou mega atrasado e eu pensei que fosse o meu que tinha passado adiantado. Porra de ônibus. Sempre errado. Fui obrigada a andar até o village pra pegar o outro ônibus. 15 minutos andando no frio. Adoro.

Sobre um conselho que eu vou te dar

Na minha caminhada pro village, atravesso a rua na faixa de pedestres. Um conselho que eu te dou: nunca atravesse na faixa de pedestres se ela estiver coberta de gelo.

Sobre o ônibus que continua não passando na hora, iPods e conversas indesejadas

Alguns minutos perdidos brigando com o gelo na faixa de pedestres e uma bunda quase molhada depois, continuo a minha caminhada. Chego no ponto. Teoricamente o ônibus deveria demorar cinco minutos para chegar. Os cinco minutos se passam. E mais cinco. E mais cinco. Olho pro lado. Uma cara conhecida. Finjo que não vi. Olho pro outro lado. Estou com o fone no ouvido, ouvindo Damien Rice. As principais funções do meu iPod: 1) evitar conversas indesejadas com pessoas aleatórias; 2) ouvir música (Percebeu que a música vem em segundo? Pois bem...). Continuo ouvindo a minha música e olhando pro outro lado pra evitar a troca de olhares com a pessoa aleatória e ser obrigada a travar uma conversa. Minutos depois, alguém cutuca meu ombro.

eu: (Merda!)
pessoa aleatória: Lembra de mim?
eu: Hummm...não... (Lembro, infelizmente.)
pessoa aleatória: Não lembra? Nós conversamos no ônibus um tempo atrás.
eu: Ahh...ok.
pessoa aleatória: Eu lembro bem de você porque você disse que ia no show do Michael Jackson.
eu: (Yeah, whatever. Você e o mundo inteiro, meu bem.) É, ia. (Pronto, acabou a minha paz.)
pessoa aleatória: Eu ia no show do Elton John, mas ele tava doente.
eu: Pelo menos ele não morreu.

[blá, blá, blá no meu ouvido.]

eu: Tá um frio do cacete e essa merda desse ônibus não passa. Só não atravesso a rua e pego o trem porque eu tenho certeza que a hora que eu sair daqui o ônibus vai passar e o trem vai sair assim que eu chegar lá. (Acreditem, já aconteceu algumas vezes.)

Eu A-D-O-R-O pessoas aleatórias que vêm falar comigo no ônibus, no ponto, na rua, no elevador, no consultório do médico ou em qualquer outro lugar no qual você não deveria estar falando, e sim se locomovendo ou esperando por alguma coisa. E eu adoro ainda mais quando essas pessoas ignoram o fato de que eu tenho um fone no ouvido, portanto não estou afim de conversa. E estou ainda menos afim de conversa quando estou ouvindo Damien Rice, o que significa que estou num mau humor de níveis astronômicos. Mas ainda assim as pessoas vem falar comigo. Eu tenho cara de que quer ouvir a história da sua vida? Vai procurar um terapeuta, cacete!

(Pode falar que eu sou rabugenta. Eu sei que você quer falar.)

Sobre buracos na parede

Enfim, o ônibus chega. Por causa da chuva e dos alagamentos (Tá pensando que é só no Brasil?), várias ruas estão fechadas e o motorista é obrigado a dar a volta ao mundo pra chegar no centro da cidade. Eu vou ouvindo Damien Rice em paz novamente e olhando lá pra fora. De repente vejo uma placa com o nome da rua, ou melhor, estrada - Hole in the Wall Road. Até páro de prestar atenção na música. Olho em volta e procuro o buraco. Nada de buraco. Aliás, nada de parede. Fico pensando de onde tiraram esse nome tão criativo.

Sobre mendigos de primeiro mundo

Voltando pra casa, sou obrigada a comprar alguma coisa pra poder trocar o dinheiro e ter moedinhas pro ônibus. Entro na loja de €2 e compro um Toblerone gigante. Saio de lá colocando o Toblerone na mochila. As moedas caem no chão. Vem uma mulher correndo pra cima delas. Eu sou obrigada a ir brigar com a mulher pelas minha moedas, afinal é o dinheiro certo pra eu pegar o ônibus, que já está no ponto, pronto pra sair em 7 minutos.

mendiga: Eu quero pegar o trem pra Limerick. Me dá as moedas?
eu: E eu quero pegar o ônibus pra Malahide. Tenho dinheiro não. Sorry.

A mulher insiste e abre a mão, crente que eu vou dar as minhas moedinhas pra ela ir pra Limerick. Era só o que me faltava, eu brigando com mendiga de primeiro mundo pelas minhas moedas pra pegar o ônibus. E pensar que algumas semana atrás eu tava apertando a mão do Primeiro Ministro da Irlanda. É a vida...

Sobre xaropes de nome peculiar

Pra terminar, o inverno também traz a minha gripe semanal de volta. E com ela, a tosse. E com a tosse, xarope. Aí eu sou obrigada a tomar o xarope de nome Exputex.

(Faz a piadinha. Eu sei que você quer fazer.)

20.11.09

La main d'Henry

14 de outubro - Primeiro jogo do knockout para a Copa do Mundo entre Irlanda e França, aqui em Dublin.

Eu esperava ver o jogo na televisão e já estava bem contente com essa opção, já que as televisões daqui de casa são de um tamanho bem considerável. Mas de repente, eis que cai no meu colo um convite para assistir o jogo no Croke Park. Camarote. VIP. Comida e bebida liberadas. Tá bom pra você? Porque pra mim já estava ótimo.

Em condições normais, eu torceria para a França. Mas os bleus sem Zidane já não têm o mesmo charme, ainda que contem a presença de Henry (que veio a ser inimigo público número 1 na Irlanda). Assim sendo, me resta torcer pelos amigos irlandeses, mesmo sabendo que a chance de irem para a copa enfrentando a França era quase nula.

É engraçado assistir a um jogo em que a seleção para a qual você está torcendo é o underdog. Porque nós brasileiros estamos acostumados a ser sempre os favoritos. É claro que de vez em quando alguém resolve ter convulsões antes do jogo ou ajeitar o meião bem na hora de uma cobrança de falta e acaba com as nossas esperanças de mais um título.

No início eu estava tentando me conter e não demonstrar tanto a minha empolgação por estar vendo Henry, Abidal, Gallas, Diarra e cia jogando bem ali na minha frente. E ao lado deles, em verde, Robbie Keane, Shay Given e os outros 9 são os famosos quem? Vai saber! Mas ao longo do jogo eu fiquei contagiada pela animação irlandesa. O estádio tomado em verde, os torcedores apoiando o time, mesmo depois do gol da França. Eu me senti um pouco como se estivesse naquele filme "Jamaica Abaixo de Zero". Já viram? É sobre uns jamaicanos que resolvem competir no bobsled nas Olimpíadas de Inverno. Então, jamaicanos estão para bobsled assim como irlandeses estão para futebol.

A partida terminou 1x0 para a França, mas como dito antes, já era de se esperar. Como irlandês não perde a oportunidade, ele bebe se ganhar e se perder. Além do camarote, e da comida e da bebida liberadas, ainda me dão uma pulseirinha escrito "President's Post Match Reception". Só para VIPs, meu amor. Chego eu na recepção, tomando a minha Coca-Cola e de repente me dizem "Tá vendo aquele ali? Ele é esse cara aqui do pôster. Ele era capitão da seleção irlandesa." Daqui a pouco outro "Tá vendo aquele outro? Paul McGrath, outra lenda do futebol irlandês. E aquele outro ali é o presidente da FAI." E eu ali no meio daquela gente toda e conversando com um senhor bem simpático, que me disse que já foi ao Rio, que todo mundo vai à Copacabana, mas que ele adorou Ipanema. Ainda conversamos sobre futebol e sobre os meus estudos, e eu achando que aquele era só mais um irlandês qualquer simpático. Já deveria eu saber que ninguém ali naquele salão era um qualquer. Eram vários irlandeses importantes e uma brasileira perdida no meio deles. Depois eu fui saber que aquele senhor simpático é um dos ministros da União Européia e que o avô dele foi um dos fundadores da Irlanda e que ele é considerado "political royalty". Tá bom pra você? Porque pra mim assistir jogo de camarote, estar no "President's Post Match Reception", ver jogadores e conversar com um ministro já estava mais que ótimo. Mas tem mais. Estava eu conversando com o meu amigo "political royalty" quando aparece um gorducho com cara de Jabba The Hut. Aí me jogam pra cima do Jabba e dizem "Vai tirar uma foto com ele." E eu "Por que? Quem é esse homem?" *santa ignorância* "É o Primeiro Ministro da Irlanda" "Ahhhh...tá." E foi assim que eu conheci o Primeiro Ministro da Irlanda. Existem milhares de random brasileiros na Irlanda. Muitos mesmo. Quantos desses milhares conheceram o Primeiro Ministro da Irlanda? Provavelmente um: eu! E o Jabba foi simpático também e mais uma vez conversamos sobre o Rio e futebol. Força do hábito.

E eu que só ia ver a partida pela televisão...

18 de outubro - segunda partida do knockout para a Copa do Mundo entre França e Irlanda, lá em Paris.

Dessa vez não teve camarote no Stade de France. Já é querer pedir demais. Um pouco mais de 60 milhões de franceses torcendo para os bleus lá na França e um pouco mais de 4 milhões de irlandeses, alguns milhares de brasileiros que não conhecem o Primeiro Ministro e eu, torcendo aqui.

A missão era bem difícil, quase impossível. Ganhar da França no Stade de France é uma missão para brasileiros, italianos, talvez até (argh) argentinos, mas nunca Irlanda. Ainda assim eles foram com toda a vontade do mundo e marcaram um gol, e não esqueçamos, a esperança é verde. Por quase o jogo inteiro eles acreditaram na Irish Luck e que eles iam pra Copa. Até o Henry meter a mão na bola e acabar com o sonho irlandês. E é isso, acabou a estória. Nada de Irlanda na Copa. Henry inimigo público número 1 do país.


E sabe como os irlandeses choraram as mágoas por não irem à Copa? Um brinde pra quem adivinhar.

11.11.09

Eu sei o que você fez no apagão passado

Gente, fiquei boba! 15 estados no escuro e ainda carregaram o Paraguai junto?

Bom, enquanto vocês estavam aí às escuras, eu estava aqui bem no conforto da minha cama, assistindo o meu episódio semanal de Dexter. Aí hoje eu acordo e vou ler minhas notícias/blogs/whatevers no Google Reader e fico sabendo que teve gente que não conseguiu colher sua plantação em Farmville, que a Lu foi da Gávea ao Méier no breu, que a Patrícia acha que a culpa é toda da Madonna, e por aí vai. Fiquei me sentindo meio left out.

Aliás, ainda estou esperando um email da minha mãe dizendo "Você não sabe da maior! Teve o maior apagão aqui. A América do Sul inteira sem luz!" - Porque sempre que a minha mãe diz "você não sabe da maior" é porque alguém morreu ou algo bizarro aconteceu. E ela vai dizer que foi a América do Sul inteira porque ela tem uma certa tendência a aumentar as coisas.

Encontrei essas camisetas super simpáticas, que eu não poderei usar, já que não compartilhei do evento. Mas tudo bem, eu nem queria mesmo.






E você? Twittou no apagão passado?

Eu não.

5.11.09

Ahhhh, o verão!


Ahhh...o verão!
Verão???Esse é o espírito das nuvens irlandesas.

Verão, pelas bandas de cá do oceano, é aquela época em que você pode usar um casaco só quando sai na rua, em que as pessoas vão à praia (de casaco), com "sol" até às 11 da noite (e você ainda de casaco). Verão é aquela época em que você, trabalhadora Dublin Card, pega o ônibus com suas micro janelinhas abertas porque tá "calor", e ,ainda assim, você morre de frio. Verão aqui combina com uma cervejinha. Mas ei, isso aqui é Irlanda! Todo dia é dia de cervejinha!

Eu sei, você deve estar pensando "Aí não é verão agora!", mas eu estava lendo o blog da Patrícia, onde ela reclamava do quase-verão carioca. Ao invés de deixar os meus comentários super sagazes, como de praxe, resolvi fazer diferente dessa vez.

Tô trocando o glamour por um dia de sol na sucursal do inferno. Mas se quiserem me dar um verão estilo Manoel Carlos, eu juro que não vou reclamar.

P.S.: Se Kanye West fosse dizer alguma coisa sobre o assunto, tenho certeza que ele diria "Yo Dublin, I'm happy for you and Imma let you finish, but Rio has the best summer of all time". Aguardando ansiosamente pelo verão carioca. 41 days to go.

Chomsky in Leprechaunland

Para os "letrados"...

Anteontem, Noam Chomsky deu uma passadinha aqui em Leprechaunland pra ser homenageado pelas universidades Trinity College e Dublin College University.

Para os não tão "letrados" assim, Wikipedia neles!

30.10.09

Listas e mais listas...

Vira-e-mexe eu e Nandona estamos trocando emails com coisinhas engraçadinhas e/ou (in)úteis que nós encontramos no Google Reader (porque a gente gosta muito de brincar de Google Reader e não se dá por satisfeita em clicar em "share", tem que mandar pra outra por email também). Anyway, Nandona sempre me vem com essas listas que ela tira do Reader enquanto faz a sua leitura de notícias diária. Como ela não compartilha nada com vocês, cabe a mim fazer esse trabalho.

Lista #1

A consultoria americana Cushman & Wakefield divulgou o ranking anual dos imóveis corporativos para locação mais caros do mundo. A pesquisa é baseada no periodo de junho de 2008 a julho de 2009 e avaliou 274 endereços comerciais em 60 países. Confira o Top 10.

1º. 5th Avenue - Nova Iorque - USA: 1.086 euros a média do m²
2º. Causeway Bay - Hong Kong - Hong Kong: 974 euros
3º. Av. des Champs Elysée - Paris - França: 644 euros
4º. Via Montenapoleone - Milão - Italia: 567 euros
5º. Ginza - Tóquio - Japão: 496 euros
6º. New Bond Street - Londres - Inglaterra: 490 euros
7º. Bahnhofstrasse - Zurique - Suiça: 437 euros
8º. Grafton Street - Dublin - Irlanda: 363 euros
9º. Kaufingerstraße - Munique - Alemanha: 300 euros
10º. Pitt Street Mall - Sydney - Australia: 286 euros

Fonte: Cushman & Wakefield

Comentário: Champs Elysée, check. New Bond Street, check. Grafton Street, check. Ninguém precisa saber que tudo o que eu comprei na Champs Elysée foi um picolé (que minha mãe pagou) e tudo o que eu fiz na Grafton Street foi comprar um Subway, crédito pro meu celular e um lanche do McDonald's. Entrar na Brown Thomas, comprar rios de perfume e muitos modelitos de marca que é bom, nada! Pra isso serve Free Shop e TK Maxx. Porque a gente é meu amor, mas nem tanto assim.


Lista #2

Pesquisa feita pelo site OnePoll com 15 mil mulheres de 20 países que classificaram e atribuíram qualidades e defeitos, para chegar ao ranking dos melhores e os piores amantes do mundo.
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Os Dez Melhores:

1º. Espanhóis
2º. Brasileiros
3º. Italianos
4º. Franceses
5º. Irlandeses
6º. Sul africanos
7º. Australianos
8º. Neozelandeses
9º. Dinamarqueses
10º. Canadenses

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Os Dez Piores:

1º. Alemães (muito fedorentos)
2º. Ingleses (muito preguiçosos)
3º. Suecos (muito afobados)
4º. Holandeses (muito dominadores)
5º. Americanos (muito brutos)
6º. Gregos (muito sentimentais)
7º. Galeses (muito egoístas)
8º. Escoceses (muito grosseiros)
9º. Turcos (suam demais)
10º. Russos (muito peludos)

Comentário: Na verdade, não tem comentário por falta de base para argumentação. No lugar do comentário, gostaria de fazer um protesto: Cadê os indianos no topo dessa lista dos piores? E não, eu não tive o desprazer, mas nem precisa, né, gente?

17.10.09

Pra falar de saudade...

Hoje eu vinha no ônibus com a Fernanda (Média) conversando sobre as coisas que sentiríamos saudade de Dublin quando retornássemos à terra brasilis. Em se tratando de uma conversa entre Fernanda e Fernanda é bem esperado que o tópico comida fizesse parte do diálogo. Mas é aí que vem aquele ponto de interrogação: dá para sentir saudade da comida irlandesa? E eu respondo: hmmmmmm dá, e explico.

Entendo que a comida irlandesa não tem fama de ser a melhor comida do mundo e não esperem me encontrar no Brasil infeliz com meu prato de arroz, feijão, bife e batata frita. A questão é que encontramos em Dublin um nicho de cheap delicious junk food não esperado.

Funciona assim: a Irlanda tem três grandes supermercados que oferecem produtos de sua própria marca, "genéricos" (Dharma products), a um preço abaixo da metade do preço de mercado. Sim, se normalmente um pacote de macarrão custa 1 euro, o pacote de macarrão da marca genérica do supermercado vai custar 30 centavos. Aí vocês vão me dizer que isso também acontece no Brasil, que a marca Casas da Banha (whatever) também vende produtos genéricos abaixo do preço do mercado...

... mas meu amigo, eu vou te falar que a qualidade dos genéricos aqui é alta. Não há uma grande diferença entre consumir os produtos de marca e os produtos genéricos. O macarrão genérico é tão bom quanto o de marca.

Aí, vale muito a pena comentar uma dessas marcas-não-marcas em especial, a St. Bernard. E esse é um nome que ecoará por muito tempo nas nossas lembranças.

A St. Bernard é a mais genérica de todas as marcas que eu já consumi na minha vida. Todos os seus produtos vêm em uma embalagem branca com uma singela faixa azul com o nome St. Bernard estampado. Segue a foto.


(produtos St Bernard's com sua singela faixa azul)
O grande borogodó da St. Bernard é o custo benefício dos seus produtos. Pela foto vocês já perceberam a variedade dos produtos (e a nossa obsessão com eles), mas ainda vendem desde de shampoo até travesseiro, a salvação de qualquer desempregado na cena dublinense.

"Só de ver essa lasagna já me dá água na boca, foi uma das melhores lasagnas que eu já comi na vida. 3.50 por dois pacotes. Quanta felicidade para um desempregado poder comer mini pizzas com wedges numa quarta feira congelada, tudo por menos de 1 euro. Isso para nao falar dos maravilhosos cookies, que tanta felicidade nos deram enquanto descansávamos nossos corpos cansados de não trabalhar, felicidade a 49 centavos", diz Fernandona enquanto olha para a foto.

Para resumir, vou sim sentir muita falta dos produtos genéricos daqui, a alegria monetária aliada com o deleite do paladar...
porque ninguém precisa saber que engordamos mais de 5 kilos em 2 meses, mas isso aí é outra história...

11.10.09

A primeira vez a gente nunca esquece

Ontem teve festa de aniversário aqui em casa. De criança. Todo mundo sabe, eu não gosto de festas. Nem de adulto, muito menos de criança. Na verdade, as únicas festas que eu gosto são aquelas que acontecem na casa da Marília. E isso porque a mãe dela sempre providencia uma quantidade absurda de comida, e ela sempre me chama quando a festa já tá no final, ou seja, no socializing.

Anyway, no Brasil, pelo menos quando eu era criança, festa de criança funcionava assim: chamava-se a família, amiguinhos e seus respectivos pais (Todos munidos com os mais novos gadgets da Barbie e roupinhas do Bicho Comeu, para me presentear, claro). Como as famílias dos amiguinhos também eram chamadas, era "cada um cuide da sua prole e sigamos com a festa". No final, cantava-se o parabéns da Xuxa (Que me persegue há 25 anos, graças à minha mãe), comia-se bolo e distribuía-se o resto pros pobres que têm que levar uma marmita pra casa.

Aqui o esquema é um pouco diferente: Às 14:00 começa a festa. Às 13:50 já tem convidado chegando. E eu pensando "Essa gente não se preocupa se vai ser o abre-festa, né?". Os pais entram, deixam suas crianças, um presentinho de 5 euros e vão embora. E eu pensando "COMASSÉM?!". Então é assim? Chega, aqui tá o pentelho do meu filho. Se fode aí e daqui a duas horas eu passo de novo pra pegá-lo, ou eu atraso mais uma hora e você se vira tendo que aturar a peste. Beijo, muito obrigada, até daqui a pouco!

No final das contas, a festa correu bem. Não vou contar pra vocês que teve criança dando banho de mangueira nas outras num frio de 10 graus, também não vou contar que teve criança de lama da cabeça aos pés porque uma outra empurrou-a do trampolim, e é claro que eu também não vou contar que teve criança cuspindo e até mijando no tênis de outra.

Mas não era exatamente sobre isso que eu ia falar. Voltemos ao assunto então. Preparativos para a festa: balões, bolo, chocolate, batata-frita, bala, muffin, etc. E eu pensando "Gente, deve ser triste passar todos os aniversários da sua vida sem comer brigadeiro em nenhum deles".

Hoje teve festa aqui em casa. De criança. Não, você não está tendo um déjà vu. Duas festas seguidas. Double excitement. Explico: as duas meninas fazem aniversário na mesma semana. Então, nada mais lógico do que comemorar tudo de uma vez, maaaaas...outra festa de aniversário estava acontecendo no mesmo dia e metade dos convidados estavam nessa festa, pois já tinham confirmado presença antes. Então, mais uma vez, balões, bolo, chocolate, batata-frita, bala, muffin, crianças se matando, e eu pensando "Gente, deve ser triste passar todos os aniversários da sua vida sem comer brigadeiro em nenhum deles". Normalmente quando eu penso em cozinhar alguma coisa, eu sento e espero a vontade passar. Tudo pela segurança da casa e do meu estômago. Mas quando se trata de brigadeiro, vontade dá e não passa. Aí eu viro pra dona da casa e pergunto se eles têm leite condensado aqui. Ela me dá uma lata com um negócio dentro que não tem muita cara de leite condensado. E eu pensando "É, bem, não era bem isso que eu tinha em mente". Ela se oferece para ir ao mercado procurar o tal leite condensado. Depois de pagar 3 euros, volta com a latinha mágica. Todo mundo em volta. Nunca viram leite condensado na vida. E eu pensando "Como deve ser triste passar a vida inteira sem lamber uma lata de leite condensado". Eu digo "Calma, eu deixo vocês lamberem a lata" porque eu entendo as pobres almas, já que eu sempre ficava ao lado da minha mãe esperando pra lamber a latinha e ela raspando até a última gota do leite condensado e eu ficando cada vez mais deprimida. Eu começo então a fazer o brigadeiro, mas antes eu faço as devidas apresentações. Digo que é um doce muito popular no Brasil, que é praticamente obrigatório em festa de criança, e mostro até a página na Wikipedia, com direito a foto, claro. Água na boca de todos e as crianças tentando falar "brigadeiro". Conhecedores da minha (ausência de) habilidade culinária, eles dizem "You're actually baking?" e riem na minha cara sem a menor cerimônia. Alguns minutos depois o brigadeiro estava pronto. E eu pensando "Sabe aquelas fotos do hamburguer do McDonald's do tipo como é e como deveria ser? Então! Meu brigadeiro tá mais ou menos isso". Mas não importa. O que importa é que eles comeram brigadeiro pela primeira vez e ainda disseram "This is actually not bad". E convenhamos, na minha realidade culinária "This is actually not bad" é um elogio e tanto.

10.10.09

Por que você vai ganhar só um chaveirinho?

Fim de ano chegando e as pessoas já começam a perguntar:

"Então, quando você volta? Estou com saudade. Ah, e não esquece o meu presente."

Essa é a minha opinião, mas acredito que as outras meninas (por outras meninas eu quero dizer Nandona, porque a Claudia aqui já virou figura meramente ilustrativa) pensam algo semelhante.

Muito amigos, amigos, semi-amigos, semi-desconhecidos, ex-colegas de trabalho, ex-chefes, ex-alunos, pai, mãe, irmão, namorada do irmão, avós, primos, tios, cachorras, e até o Caçula, o peixe da minha mãe, querem e/ou merecem um presente. Mas convenhamos, né, minha gente? Haja euro pra isso tudo!

Ontem eu estava olhando as prateleiras do meu armário e me liguei na quantidade de dinheiro que eu já gastei. Dá uma olhada (e essa é só a primeira prateleira).

Laptop, câmera, HD externo, ipod, DVDs, CDs, The L Word da Lu, perfume do Bruno, perfume da Bia, livros, muitos livros, todos os jornais e revistas sobre a morte do Michael Jackson que eu encontrei na banca, Mickey escocês, e continua...

Meus queridos, e depois disso tudo eu ainda tenho que comprar meu Playstation 3 e outra mala pra enfiar essa tranqueira toda. Ah, e viajar! Esqueci que eu ainda tenho que viajar.

Então, fique feliz, pois você vai ganhar inteiramente grátis um lindo chaveiro da Irlanda no melhor estilo "Estive aqui e lembrei de você".

P.S1: Se reclamar que eu gastei muito dinheiro comprando jornais sobre a morte do Michael Jackson, não ganha chaveiro. E tenho dito.

P.S2: Pra quem ainda não sabe, eu chego no Rio no dia 17 de dezembro, ou seja, um dia depois do meu aniversário. Sim, isso foi uma indireta. :)

4.10.09

Cristo Redentor, braços abertos sobre a minha casa...NOT!

Conversa de hoje:

Carl: Why do you say Luixxx (com chiado) Fabiano and not Luis (sem chiado) Fabiano?
Fernanda: Cause I'm from Rio. People from Rio speak like that.
Carl: You're from Rio???
Fernanda: Yeah, of course. You're gonna tell me you didn't know that.
Carl: No, I mean, you talk about Rio and I thought you'd go there sometimes, not that you were from Rio.
Fernanda: Well, I am.
Carl: Oh my god, you're so lucky! You're gonna get to see the World Cup and the Olympic Games one after the other.
Fernanda: I know!!
Carl: This is so sad. You're from Rio and I'm from Louth.
Mark: Can you see the statue of the Christ from your house?
Fernanda: Nah...you see, Rio is very big. (É tudo o que ele precisa saber, né? Pra que dizer que eu moro no Méier?)

Rio e a estátua que eu NÃO vejo da minha casa.

É Rio, apesar de tudo, você ainda dá orgulho. Só nos resta agora esperar que a Vanusa aprenda a cantar o hino nacional até 2014 ou 2016.

1.10.09

Homelessness and emotional distress in Belfast

Esse post está atrasado, muito atrasado. Na verdade, ele nem sairia se não fosse a insistência da minha querida amiga/ex-colega de trabalho/ex-profesora de español/companheira de batata-dedinho-de-meleca(piada interna, não tente entender) Patrícia

Tarde de sexta-feira, 21 de agosto. Fernanda e Fernanda acabam de ser liberadas de suas crianças e têm um final de semana todo livre. Eis que começam as negociações. O que vamos fazer no final de semana? Já estávamos planejando ver Inglourious Basterds há dias (Porque ir ao cinema ver um filme do Tarantino é certeza de dinheiro bem investido). Mas também tínhamos conversado sobre ir a Belfast. Resolvemos então fazer os dois.
Em 20 minutos olhamos o horário do filme, fizemos as "malas", tomamos banho e fomos pegar o nosso ônibus para o centro. Assistimos ao filme e fomos andando para a rodoviária. No meio do caminho começam a aparecer os problemas. "Nós não trocamos o dinheiro.", "Você reservou o albergue ou pelo menos anotou o endereço?" "Não." "Nem eu.", "Nós acabamos de perder o ônibus de 21:00. Vamos ter que esperar mais uma hora e pegar o das 22. Vamos chegar lá depois de meia noite.". E é assim que começa mais um episódio da saga de viagens mal planejadas de Fernanda & Fernanda. Depois de Galway, quando atravessamos o país com (e somente isso) um sanduíche cada, sucos de caixinha, castanhas do Pará e nossos Ipods (Afinal, quem precisa de escova de dente, roupa, sabonete, essas coisas?), tudo levava a crer que Belfast também entraria para a história.
Já que tínhamos uma hora de espera, fomos tentar trocar nosso dinheiro. Tentativa mal sucedida. Fomos então ao mercado, porque, já que estaríamos sem rumo e sem dinheiro, que pelo menos tivéssemos comida. Nossa lista de compras inclui salada de macarrão, frango, uma lata de feijão, uma lata de ervilha, iogurte com cereal para o café da manhã e leite. Só faltou a farofa, diriam os mais sensatos. Jantamos na rodoviária mesmo e guardamos o garfinho que veio com a salada pro café da manhã e pro almoço do dia seguinte. Partimos no nosso ônibus e, como esperado, chegamos a Belfast por volta da meia noite. Estava frio e, só pra relembrar, não tínhamos dinheiro e nem lugar pra ir. Andamos pela rua principal e nada de albergues. Resolvemos voltar e andar pro outro lado, já meio desperançosas. É nesse momento que Fernanda, a Grande, sugere "Vamos pela outra rua, já que nós já andamos por essa aqui mesmo. Quem sabe a gente não encontra um albergue por lá?". Brilhante idéia, Nandona! Não encontramos albergues, mas...(Cenas do próximo parágrafo)


Nos deparamos com um ônibus amarelo parado na calçada. Na lateral do ônibus dizia SOS e, paradas do lado de fora, estavam essas pessoas distribuindo sopa, chocolate, café, chá, etc, para todos aqueles que estavam homeless and in emotional distress. Pensamos "Nunca nos encaixamos tão bem numa descrição". Paramos e perguntamos (Na verdade, Nandona pergunta. Ela é a encarregada desse departamento.) "Por acaso vocês sabem onde fica o albergue mais próximo?". Ah, se o mundo só tivesse pessoas assim! Em poucos minutos chamaram esse cara que ligou para todos os albergues que ele conhecia, tentando arrumar vagas pra gente. Enquanto ele fazia isso, as outras friendly ladies nos deram comida e bebida. Por pouco não levamos um chocolate "pra viagem" também. "Consegui duas vagas pra vocês em um albergue aqui perto." "Ótimo!". Nós quase não acreditávamos. E ele não só nos arrumou duas vagas como também fez questão de nos levar até lá de carro. Depois da longa viagem de aproximadamente 1 minuto do ônibus até o albergue, nos despedimos do Mr. Friendly e fomos tentar fazer o nosso check in. Eu digo tentar, porque, afinal, só tínhamos Euros e não Libras. Tivemos que lidar com esse sujeito que foi de grosso a chatterbox em minutos e que diz pra gente, com a maior naturalidade, que "As mulheres brasileiras são mais fáceis que as argentinas.". Yeah, whatever. Homens...francamente! Mas essa já é outra estória que um dia eu ou Nandona contaremos pra vocês...ou não. :)

Em breve Fernanda & Fernanda em As Aventuras do Monstro do Lago Ness. Fique ligado!

(Pausa para os comerciais)

5.9.09

Continuando a metidez, meu amor...

Sim, somos residentes européias. Sim, estamos num país entre os mais bem pagos do mundo.

Pesquisa do banco UBS analisa dentre as 73 principais cidades do mundo, quais as melhores em relação aos salários brutos pagos aos trabalhadores.

1º. Copenhague - Dinamarca
2º. Zurique - Suiça
3º. Genebra - Suíça
4º. Nova Iorque - EUA
5º. Oslo - Noruega
6º. Los Angeles - EUA
7º. Munique - Alemanha
8º. Luxemburgo - Luxemburgo
9º. Frankfurt - Alemanha
10º. Dublin - Irlanda

46º. São Paulo - Brasil
49º. Rio de Janeiro - Brasil

Fonte: Banco UBS

Sim, estamos um nojo, meu amor. Beijonãomeliga. =P

2.9.09

Residente europeia

Sim, estamos um nojo, meu amor.

Olha só, isso aqui nao é para qualquer um...

20.7.09

Os irlandeses (por um irlandês)

O que diferencia o irlandês de todos os outros indivíduos nesse planeta? (Essa é uma conversa verídica, travada num bar de hotel, depois de um enterro.)

Carl: We drink more than other people.
Fernanda: (Olho em volta. Muitas garrafas de cerveja na mesa e todos semi-bêbados às 2 da tarde.) Yeah, drinking. Check.

Carl: We curse more than other people.
Fernanda: That IS true. Cursing, check.

Carl: We play hurling better than other people.
Fernanda: Not even sure what hurling is but if you say so...check.

Mark: We look like leprechauns more than other people.
Fernanda: You say that because you don't know my friend Thiago. Don't check. :)

13.7.09

Banzo

Significado de banzo

s.m. Nostalgia mortal dos negros da África, quando cativos ou ausentes do seu país.
Adj. Bras. Triste; atônito; pensativo.
Bras. (N) Pasmado.

Ilustração:

Estava eu vendo RTE (versão irlandesa da Globo) quando, no pragrama de notícias, aparece o presidente Lula. Eu grito com certo entusiasmo na voz "That's my president!".
É... eu sei... foi a saudade da terrinha; QUALQUER coisa do Brasil que apareça na televisão empolga a gente.

29.6.09

6 meses de Dublin!

Pois é gente boa... "o tempo passa, o tempo voa", a poupança bamerindus já não é bamerindus há muito tempo e as meninas já contam 6 meses de Dublin, acredite ou não.

Sim, tem muita coisa que eu podia falar para tentar ilustrar tudo o que a gente passou por aqui, mas já uma mente sábia disse que uma imagem valem por mil palavras... então eu fiz esse vídeo com várias imagens (imagina se eu fosse escrever tudo, o tamanho que iria ficar o post) para recapitular as nossas andanças nessa terra esmeralda.

Senhoras e senhores, com vocês... as meninas:

26.6.09

Comunicado

Eu sei. Se você me conhece bem, se você só me conhece, ou se você só falou comigo por 5 minutos em toda a sua vida, você sabe do meu caso de amor com o Michael Jackson. E pelo visto, a grande maioria das pessoas que eu conheço pensou em mim quando ouviu/viu a notícia da morte do Michael ontem. Afinal, não é qualquer louca que ama o Michael Jackson tanto quanto eu, e vocês sabem disso. Eu recebi vários scraps, emails, telefonemas, sinais de fumaça, etc. Pessoas mais que especiais que foram "brought together by Michael" para estarem juntas no momento da notícia e falarem comigo para dar uma força. Enfim, teve de tudo. E eu agradeço a todos pelo carinho.

Acredito que a maioria de vocês já saiba que eu estava com passagem e ingresso comprado para ver um dos últimos shows do Michael em Londres no dia 24 de julho e finalmente realizar o grande sonho da minha vida. Infelizmente isso não será mais possível. Agora só me resta esperar os ETs me abduzirem (pelo menos um dos sonhos tem que se realizar, né? =P).

Estranhamente, na tarde de ontem daqui, uma das crianças da família na qual eu trabalho como au pair me perguntou: "Fernanda, o que você faria se o Michael Jackson morresse?" e eu respondi sem nem pensar "Eu morreria no dia seguinte". Felizmente eu não morri. Chorei muito, não dormi, esqueci de comer, mas estou viva. Então, para aqueles que queriam saber notícias minhas, eu estou bem. Mal, mas bem. Viva, pelo menos.

The world has just lost the greatest artist who has ever walked (or moonwalked) in this planet. Rest in peace, Michael.

I'll never let you part, for you're always in my heart. - Will you be there, Michael Jackson.

Michael Jackson (1958-2009)

22.6.09

Who am I?

I'm a twenty something (blog) foi criado para compartilhar com todos (aqueles que se interessam pelas nossas pessoas) os nossos momentos mais inusitados, amados, curiosos, belos e (por que não) tristes. Então por isso, venho hoje trazendo um post que é mais um momento de reflexão do que um momento informativo. Vale para todos, mas cai como uma luva para todos os "twenty something" de coração que estão a procura de si mesmos.

““All my life I had been looking for something, and everywhere I looked someone tried to tell me what it was. I accepted thier answers too, though they were often in contradiction and even self-contradictory. I was naive. I as looking for myself and asking everyone except myself questions which I, and only I could answer. It took me a while and much painful boomeranging of my expectations to achieve a realization everyone else appears to have been born with: That I am nobody but myself!””

- Ralph Walso Emerson


Reblogado de I melt in your mouth . (aproveito e deixo a dica de um interessante blog)

19.6.09

Dublin guide

Oi pessoas,

Achei esse video sobre a cidade de Dublin e resolvi compartilhar com vocês. Infelizmente está todo em inglês, mas mesmo para aqueles que não falam o idioma, vale muito a pena dar uma conferida nas imagens, já que são imagens que vemos praticamente TODO DIA nessa cidade.

Esse primeiro vídeo mostra a Dublin centro da cidade, os principais pontos turísticos e imagens das principais ruas.



* Deveria haver um segundo video, mas o youtube diz que "foi retirado pelo autor". :(

See you!

6.6.09

Eleições irlandesas

Olá pessoas, Nandona está de volta...

E de volta para os tópicos de curiosidade...

... pois é, eleições na Irlanda. Já faz algum tempo que, de dentro do ônibus, eu percebi que nos postes de Dublin começaram a brotar posteres de candidatos a xxx (seja lá...).

O mais legal é comparar o que vemos aqui em Dublin com a experiência de aturar aquelas placas horríveis e imundas por toda a cidade do Rio (que, graças ao bom deus da estética, tiveram o bom senso de proibirem). São os mesmo dizeres, mas com rostos mais brancos. Seguem umas amostras..

tem aqueles de nome bizarro,
os de esquerda,e os que apelam pro lado alternativo (olha o nome do fulano do lado esquerdo),e, para os curiosos, não, na Irlanda não é obrigatório votar. Talvez esse seja o motivo pelo qual nenhum irlandes saiba me responder para que são essas eleições...
 
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